segunda-feira, 24 de junho de 2013

Fazer valer

Destinos se cruzam a todo momento
E novamente achamos que nada é por acaso
Aí agradecemos e nos enchemos de esperança
É quando nos damos conta que a coincidência são os nossos sonhos
Ter a vontade de conquistar, alcançar, poder enfim desfrutar da felicidade é o que há de mais incomum nos destinos da maioria das pessoas
Mas não são todos que sabem contar a continuação dessa história
Num determinado instante da vida as pessoas acordam desses sonhos e há os que os vivem e há os que chamam isso apenas de sonhos, meros sonhos…


O melhor toque do despertador
A temperatura ideal da água
Comer o que satisfaz
Não esquecer a toalha molhada na porta de traz

Hoje é o grande dia
Hoje não é apenas hoje
Hoje é mais especial do que qualquer outro hoje
Hoje é o último dia e eu só tenho hoje

Fazer tudo ao mesmo tempo,
Ou definir prioridades?
Organizar a agenda,
Ou viver tudo de uma vez?

Viver um dia de cada vez
Dar sentido a cada instante
A intensidade que está ao nosso alcance
A satisfação no final

O caminho mais rápido
O lanche compacto
A atenção que quer fugir
A hora que não passa

O cansaço que derruba
O carinho que aconchega
O sorriso que amortece
E a única certeza: é que já anoitece


Daniel Dutra
24/06/2013

terça-feira, 11 de junho de 2013

Conhecimento restrito


Ontem eu li um artigo novo
Novo porque tinha acabado de lançar
Mas seu texto era velho
Velho como nossa vontade de inventar

Por todos os cantos os mesmos assuntos
A velha e boa fórmula de chamar a atenção
E ninguém percebe que já sabe tudo sobre o tema
E consomem, alimentando a saturação

As coisas acontecem muito rápido
As novidades são vastas e passageiras
O lançamento de ontem já foi explorado hoje
E as atualizações tornam-se mais corriqueiras

Tem muita ideia morrendo no papel
Ops, digo no tablet... no ce-lu-lar...
As invenções mudam o mundo
E esse mundo é o que acabam de lançar

Não há mais barreiras ou limites
O homem prova a ele mesmo que não há o que provar
A capacidade humana de criar é infinita
E o lado humano tenta se recriar

Hoje a rede é o segundo lar, ou o primeiro
A conexão tornou-se o portal da salvação
E quanto mais pessoas ao redor, “seguindo”
Maior é o ego e a autoafirmação

Pois é, é bom saber que não estamos sozinhos
Afinal, com tantos “amigos”, quem pode ser só?
Quem pode sentir um vazio ou vontade de abraçar?
Basta apenas chamar a atenção pra si só

Não há mais segredos ou omissões
Os álbuns revelarão toda a verdade escondida
O reality show começa e só um pode ganhar:
Aquele que provar ter a “vida mais perfeita pra toda vida”

Acho que muita coisa se tornou “mainstream”
Poucos movimentos permanecem seletivos
As pessoas inteligentes caçoam delas mesmas
E o que temos aí é o conhecimento restrito

Quem prefere o outro lado opta por outro mundo
É isso aí: o mundo mudou, e já não sei mais quem é esse
O mundo me desfigurou, e para o mundo não tenho cara...
Não tenho identidade, não tenho “Face”...


Daniel Dutra
11/06/2013

segunda-feira, 18 de março de 2013

Noites




















Nem sempre estou nos lugares certos
Mas posso dizer que sei por onde andei
Plantei sem saber o que colher
Sonhei e pedi para acontecer

Nas manhãs imaginava um começo

Mas os dias me mostravam tudo igual
Eu deitava e me punha a refletir
Eram horas sem ter como dormir

Na viagem do passado ao presente

Sempre boas estórias pra contar
E na trilha dos ensinamentos
Só a calma pra uma solução encontrar

E em meio a toda essa busca

Com o destino me deparei
E me lembrei de todo o caminho
Das mais longas estradas que percorri sozinho

Mas só assim pra eu entender

Que a ansiedade é fadada ao desespero
E que não adianta sofrer de antemão
O que importa mesmo é viver toda emoção


Daniel de Araujo Dutra
18/03/2013

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Múltiplas Cores

















Até onde podemos ir?
A pergunta que nunca poderia ser respondida a ninguém
Porque limitaria o alcance da mente e da imaginação

Não saber até onde se pode chegar é o que move os diferenciados
Quem se inspira no sucesso não vê barreiras, vê degraus
E a persistência é o único objetivo

Chegar a algum lugar não é o mais importante
O que realmente é mais relevante é o próximo desafio
E a cada vez que se supera, busca algo novo para desbravar

O que buscamos nessa vida?
Tem gente que morre sem nunca ter se respondido isso
A resposta está dentro de cada um, bem escondida

Os lugares, os ambientes e as pessoas nos fazem questionar quem somos
Não vivemos apenas uma vida, mudamos de acordo com as mudanças
E essa inconstância nos faz sermos muitos, de várias faces

Cada personagem que representamos é para lidar com alguém
Muitos até gostam do disfarce
Mas nós mesmos não sabemos qual é o que nos agrada

E toda essa nossa versatilidade só serve para nos confundir
Nos distancia cada vez mais de descobrir quem realmente somos
E nos perdemos num enorme teatro, onde somos vários personagens

Uma coisa é certa: somos como os camaleões. Qual a cor de hoje?
Se a vida nos dá opções e mesmo assim as coisas não parecem fáceis
O jeito é mudar, reinventar. Ser de múltiplas cores, até encontrarmos todas as respostas


Daniel de Araujo Dutra
14/09/2012


Foto de Alan Morici
Jornalista e Fotógrafo profissional sob o registro no MTB 57.719/SP
Portfólio Fotográfico: http://alanmorici.multiply.com/ e http://alanmorici.com/
Blog: http://jornalismodigital.spaceblog.com.br/
Facebook: http://pt-br.facebook.com/people/Alan-Morici/100000408140903
Twitter: @AlanMorici

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Ao infinito e além



















O destino é singular
Mas nossas escolhas não
Nossa sina talvez possa ser eterna
Porém, todo buraco tem um chão

É preciso sempre olhar pra frente
Mesmo quando não há horizonte
E quando o coração mandar correr o risco
Não hesite em cruzar a ponte

Não podemos nunca deixar de sonhar
Pois nossa alma é alimentada pela fé
E a vida nos ensina que só caímos
Para aprendermos a ficar de pé

É difícil entender tudo o que nos acontece
Mas é fácil julgarmos a nós mesmos
E raramente questionamos os bons momentos
Nos preocupamos mais com o que não temos

Nem sempre os raios de sol são visíveis
Às vezes as nuvens demoram a passar
Mas na vida de cada um, com ou sem sol
Sempre haverá uma manhã para recomeçar

O destino de todos pode ser alterado
São as escolhas na vida que dão a direção
Mas só quem acredita e insiste
É que descobre e vai em busca de completar sua missão

E a caminhada não pode parar não!
Ainda tem muita coisa por vir
E o que há dentro desta caixa chamada Futuro
É o que juntos vamos descobrir


Daniel de Araujo Dutra
02/08/2012

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Ao léu


















Ah, não sei o que há
Aliás, nem ao menos sei se há
E se há, por favor, me explique
Pois não entendo

Onde estou?
Piso sempre em novos territórios
Coloco-me à disposição
Mas não enxergo sentido

O tempo vai passando
E as memórias se vão
Que caminho estou seguindo?
É tudo tão automático

Não tenho mais razão
Concordo com tudo e com todos
A maré me leva
A maré sempre me levou

Não sinto mais o gosto da comida
Não percebo as palavras
Não dou valor a mim
Não me reconheci ontem ao espelho

Me perdi nas mudanças
São muitos cacos espalhados
E desde sempre uma dúvida:
Quem sou eu?


Daniel de Araujo Dutra
20/07/2012


Foto de Alan Morici
Jornalista e Fotógrafo profissional sob o registro no MTB 57.719/SP
Portfólio Fotográfico: http://alanmorici.multiply.com/ e http://alanmorici.com/
Blog: http://jornalismodigital.spaceblog.com.br/
Facebook: http://pt-br.facebook.com/people/Alan-Morici/100000408140903
Twitter: @AlanMorici

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O AUTOR
















Não há como resistir
É só vê-la parada perto de um papel
Que a mão logo coça
E milhões de ideias começam a surgir
É quando o papel vira confidente
E a tinta torna-se palavras

Inicia-se então uma conversa em silêncio
Um desabafo sobre linhas
O momento a sós entre o autor e o papel

E por meio da caneta
Surgem as mais improváveis palavras
Aquelas que a boca não diz
Ou não tem coragem de dizer

Assim, o texto vai ganhando corpo
E o corpo vai ganhando alívio
O derramamento de tinta é sangue...
...é suor, é lágrima

Cada frase é um grito de redenção
Os detalhes são coisas que só o autor viu
E cada drama exposto, é só o que ele sentiu

Não há crítica cabível à obra
Nem mesmo julgamento de conduta do autor
Não é pra amar ou detestar
É para apenas ler

O texto tem vida!
E reflete os mais profundos sentimentos de um ser
Um ser que concentra em seu texto toda magia, loucura e criatividade de sua mente
Que revela ao leitor todas as suas fraquezas, ideias e superações

O texto é o refúgio do autor
É aonde ele encontra espaço e liberdade para descrever seus sonhos
É o lugar onde compartilha e toca o coração das pessoas
É onde se esconde, se perde e se reencontra

O autor pensa e escreve
Seu texto nasce e amadurece
O autor acha que se conhece
Mas na verdade...
...é o texto que o descreve

Daniel de Araujo Dutra
12/04/2012

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Seguindo em frente, olhando pra trás

















E no fim das contas
A certeza de que é preciso olhar pra trás
Porque o amanhã é incerto
E só se comprova o amanhã vivendo o hoje

Tá certo que o que passou, passou
Mas somos feitos das nossas experiências
Nossa constituição é feita de erros e acertos
Somos fruto de enganos e premeditações

Esquecer o ontem é se esquecer
O hoje é conseqüência do dia anterior
É a chance de fazer de novo
De fazer de outra maneira

Nada como acordar pra um novo Sol
Nada como também passar a noite o esperando
É linda e divina a redenção de um ser
E louvável a reflexão sobre os atos cometidos

A vida é muito curta para esquecê-la
Uma dor nunca é pra sempre
O ódio se cura concedendo o perdão
E o rancor, falando tudo o que está sentindo

Viver um dia de cada vez é uma arte
Pois não significa esquecer o passado
E muito menos não pensar no futuro
Significa ter equilíbrio sobre si mesmo

O aprendizado é constante e infinito
A verdade é o que nós sabemos de nós
E se a consciência pede mudanças nas atitudes
As coisas vão se acertar

Não há nada absoluto nessa vida
Não existe certo nem errado
Há apenas conseqüências dos nossos atos
E que muitas vezes podem ter o efeito contrário
Então, o respeito deve ser o ponto de medida
Pra não ferir quem está sempre ao nosso lado

Olhar pra trás faz parte
Nos mostra o que já passamos
E nos faz perceber que sempre temos escolha
E que também podemos optar pelo amor

Vida longa às pessoas de bem

Daniel de Araujo Dutra
30/06/2011

Foto de Alan Morici (Londres - Inglaterra)
Twitter: @AlanMorici

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Momentos
















Um momento...
Às vezes um momento pode ser decisivo
Há diversas interpretações para isso
Cada um vive o seu momento
E o conduz de acordo com seu momento
Parece confuso
O momento dentro do momento!
Mas há explicação
Só não há milagre

O primeiro momento é o que nos acontece
Sim, agora, outrora ou daqui a pouco...
De repente, esperado ou inesperado...
De surpresa ou assustador...
É o que devemos estar ou não preparados
Eu chamo de “as coisas da vida”

O segundo momento é como estamos
Sim, agora, neste instante, como estamos nos sentindo...
Alegres, tristes ou indiferentes...
Magoados, feridos ou inflamados...
Felizes, fortes ou fracos
Eu chamo de “o momento atual”

Agora, o que acontece quando esses dois momentos se juntam?
O que acontece quando “as coisas da vida” entram no “momento atual”?

“As coisas da vida” têm diversas formas, diversas faces
São situações que não prevemos
A forma como vamos lidar com essas “coisas” vai depender de como está o nosso “momento”
Essa é a explicação do momento dentro momento

O milagre que não existe, é sempre saber lidar da melhor forma
Isso ninguém sabe, porque não tem como prever o que vai acontecer
As “coisas” se aprendem vivendo, caindo e levantando...
Comemorando e celebrando a vida
Vivendo cada momento!

Daniel de Araujo Dutra
25/02/2011



Foto de Alan Morici
Portfólio Fotográfico: http://alanmorici.multiply.com/
Blog: http://jornalismodigital.spaceblog.com.br/

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A goteira





















E é a partir de uma simples goteira
Que o silêncio se vai
E os olhos despertam mais confusos que a hora
A língua molha os lábios
Uma leve olhada para o relógio
E a constatação
É... ainda é madrugada!
Sem surpresas
Havia mesmo previsão de chuva
A saída da cama é sem espreguiço
O local é sabido
Um balde por cima da poça
E o som muda de tom
Antes de voltar
Uma água gelada
Já não há estrelas
A noite é fria
É meio de semana
A chuva está parando
De repente...
Uma vontade de sonhar
De sonhar acordado
De sentar em frente à janela
E sonhar diante da chuva
De sentir cada gota sem tocá-las
De lavar a alma a esfregadas
De me sentir limpo e mais leve
Sem o peso do limbo dessa vida
Sem a dor das palavras
Sem o medo da verdade e das escolhas
Sonhar acordado é sonhar lúcido
É sonhar uma vida inteira
E não é preciso que uma chuva venha nos dizer isso
Basta uma simples goteira

Daniel de Araujo Dutra
04/01/2011