terça-feira, 18 de março de 2014

Um novo olhar para o mesmo caminho


 - Novamente coloco-me à disposição do que vem pela frente.

"Toda vez que faço um imenso esforço para ter o controle do que me cerca, percebo que o caminho é mesmo seguir pela ordem dos acontecimentos."



O colapso das ideias depende só das intenções

O mundo gira na direção que olhamos
Mas como ter certeza do certo?
As variáveis recorrem ao olhar permanente às vertentes

Na medida que os meios sepultam as razões

Os velhos prólogos emergem nos mais puros deleites
Todavia não perderemos a esperança de ruínas melhores
Há quem diga que a dispersão está na interpretação


 - Daniel Dutra

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Livro velho

 

Nos mais distantes dias
Eu me encontro perto
Na proximidade e no calor
Eu prefiro o "meu certo"

No susto que levo
Eu me encontro vivendo
Mas na calmaria tanto desejada
Eu sinto falta do vento

Tudo me leva a crer
Porém nada me dá certeza
Se pra tudo sou cético
Pra nada cabe a tristeza

De um lado, um livro velho
Do outro, a pequena taça
Um texto sempre na moda
Um leitor às traças

Uma busca constante pelo novo
A caridade da internet
O meu ringtone manjado
O mesmo filme na Net


Daniel Dutra
24/09/2013

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O povo


Algumas pessoas mudam. Normal, todo mundo muda. Mas algumas chegam a ficar irreconhecíveis.
E eu andava me perguntando se deveria dar tanta ênfase pras mudanças desse tipo das pessoas próximas. Em outras palavras, me preocupar, tentar entender os motivos que levaram às mudanças, me adaptar, enfim.
Bem, coincidentemente, eu estou lendo um livro que fala um pouco sobre isso, e tinha uma frase assim: " a seriedade leva ao julgamento; o alto-astal, à compreensão. Uma boa maneira de saber como anda o seu astral é observar se está julgando os outros. Quando alguém está feliz, não perde tempo nem energia com isso". 
Então foi exatamente nesse momento que comecei a refletir mais sobre tudo ao redor disso. E tem sim muito a ver com alto-astral. Eu queria pensar nesse assunto, nas mudanças das pessoas próximas, mas algo sempre desviava a minha atenção, e geralmente eram outros assuntos, coisas boas e mais interessantes. Foi quando me dei conta que eu, mesmo querendo, não conseguia perder mais que dois minutos pensando nisso, exatamente porque eu estava de alto-astal, e por isso não conseguia julgar as pessoas, e sempre compreendia que se tratava de um assunto que não era meu, e que perder tempo tentando me aprofundar nos assuntos alheios seria um grande desperdício de energia. Energia que eu poderia estar usando pra outras coisas.

Todo mundo tem
Mas ninguém vê
A gente acha que não
Mas por trás tem um sim

Nunca é demais
Mas sempre é o bastante
Ta faltando mais
Ta sobrando menos

Toda vez é tarde
Mas nunca é cedo
Vezes outra vai
Outrora foi

Hoje é cara
Amanhã é rosto
Ontem nem era
Esse é o povo!

São esses que governam o mundo
E cadê o povo, minha gente?
Foram pra casa...
...espiar o mundo!


Daniel Dutra
08/07/2013

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Fazer valer

Destinos se cruzam a todo momento
E novamente achamos que nada é por acaso
Aí agradecemos e nos enchemos de esperança
É quando nos damos conta que a coincidência são os nossos sonhos
Ter a vontade de conquistar, alcançar, poder enfim desfrutar da felicidade é o que há de mais incomum nos destinos da maioria das pessoas
Mas não são todos que sabem contar a continuação dessa história
Num determinado instante da vida as pessoas acordam desses sonhos e há os que os vivem e há os que chamam isso apenas de sonhos, meros sonhos…


O melhor toque do despertador
A temperatura ideal da água
Comer o que satisfaz
Não esquecer a toalha molhada na porta de traz

Hoje é o grande dia
Hoje não é apenas hoje
Hoje é mais especial do que qualquer outro hoje
Hoje é o último dia e eu só tenho hoje

Fazer tudo ao mesmo tempo,
Ou definir prioridades?
Organizar a agenda,
Ou viver tudo de uma vez?

Viver um dia de cada vez
Dar sentido a cada instante
A intensidade que está ao nosso alcance
A satisfação no final

O caminho mais rápido
O lanche compacto
A atenção que quer fugir
A hora que não passa

O cansaço que derruba
O carinho que aconchega
O sorriso que amortece
E a única certeza: é que já anoitece


Daniel Dutra
24/06/2013

terça-feira, 11 de junho de 2013

Conhecimento restrito


Ontem eu li um artigo novo
Novo porque tinha acabado de lançar
Mas seu texto era velho
Velho como nossa vontade de inventar

Por todos os cantos os mesmos assuntos
A velha e boa fórmula de chamar a atenção
E ninguém percebe que já sabe tudo sobre o tema
E consomem, alimentando a saturação

As coisas acontecem muito rápido
As novidades são vastas e passageiras
O lançamento de ontem já foi explorado hoje
E as atualizações tornam-se mais corriqueiras

Tem muita ideia morrendo no papel
Ops, digo no tablet... no ce-lu-lar...
As invenções mudam o mundo
E esse mundo é o que acabam de lançar

Não há mais barreiras ou limites
O homem prova a ele mesmo que não há o que provar
A capacidade humana de criar é infinita
E o lado humano tenta se recriar

Hoje a rede é o segundo lar, ou o primeiro
A conexão tornou-se o portal da salvação
E quanto mais pessoas ao redor, “seguindo”
Maior é o ego e a autoafirmação

Pois é, é bom saber que não estamos sozinhos
Afinal, com tantos “amigos”, quem pode ser só?
Quem pode sentir um vazio ou vontade de abraçar?
Basta apenas chamar a atenção pra si só

Não há mais segredos ou omissões
Os álbuns revelarão toda a verdade escondida
O reality show começa e só um pode ganhar:
Aquele que provar ter a “vida mais perfeita pra toda vida”

Acho que muita coisa se tornou “mainstream”
Poucos movimentos permanecem seletivos
As pessoas inteligentes caçoam delas mesmas
E o que temos aí é o conhecimento restrito

Quem prefere o outro lado opta por outro mundo
É isso aí: o mundo mudou, e já não sei mais quem é esse
O mundo me desfigurou, e para o mundo não tenho cara...
Não tenho identidade, não tenho “Face”...


Daniel Dutra
11/06/2013

segunda-feira, 18 de março de 2013

Noites




















Nem sempre estou nos lugares certos
Mas posso dizer que sei por onde andei
Plantei sem saber o que colher
Sonhei e pedi para acontecer

Nas manhãs imaginava um começo

Mas os dias me mostravam tudo igual
Eu deitava e me punha a refletir
Eram horas sem ter como dormir

Na viagem do passado ao presente

Sempre boas estórias pra contar
E na trilha dos ensinamentos
Só a calma pra uma solução encontrar

E em meio a toda essa busca

Com o destino me deparei
E me lembrei de todo o caminho
Das mais longas estradas que percorri sozinho

Mas só assim pra eu entender

Que a ansiedade é fadada ao desespero
E que não adianta sofrer de antemão
O que importa mesmo é viver toda emoção


Daniel de Araujo Dutra
18/03/2013

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Múltiplas Cores

















Até onde podemos ir?
A pergunta que nunca poderia ser respondida a ninguém
Porque limitaria o alcance da mente e da imaginação

Não saber até onde se pode chegar é o que move os diferenciados
Quem se inspira no sucesso não vê barreiras, vê degraus
E a persistência é o único objetivo

Chegar a algum lugar não é o mais importante
O que realmente é mais relevante é o próximo desafio
E a cada vez que se supera, busca algo novo para desbravar

O que buscamos nessa vida?
Tem gente que morre sem nunca ter se respondido isso
A resposta está dentro de cada um, bem escondida

Os lugares, os ambientes e as pessoas nos fazem questionar quem somos
Não vivemos apenas uma vida, mudamos de acordo com as mudanças
E essa inconstância nos faz sermos muitos, de várias faces

Cada personagem que representamos é para lidar com alguém
Muitos até gostam do disfarce
Mas nós mesmos não sabemos qual é o que nos agrada

E toda essa nossa versatilidade só serve para nos confundir
Nos distancia cada vez mais de descobrir quem realmente somos
E nos perdemos num enorme teatro, onde somos vários personagens

Uma coisa é certa: somos como os camaleões. Qual a cor de hoje?
Se a vida nos dá opções e mesmo assim as coisas não parecem fáceis
O jeito é mudar, reinventar. Ser de múltiplas cores, até encontrarmos todas as respostas


Daniel de Araujo Dutra
14/09/2012


Foto de Alan Morici
Jornalista e Fotógrafo profissional sob o registro no MTB 57.719/SP
Portfólio Fotográfico: http://alanmorici.multiply.com/ e http://alanmorici.com/
Blog: http://jornalismodigital.spaceblog.com.br/
Facebook: http://pt-br.facebook.com/people/Alan-Morici/100000408140903
Twitter: @AlanMorici

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Ao infinito e além



















O destino é singular
Mas nossas escolhas não
Nossa sina talvez possa ser eterna
Porém, todo buraco tem um chão

É preciso sempre olhar pra frente
Mesmo quando não há horizonte
E quando o coração mandar correr o risco
Não hesite em cruzar a ponte

Não podemos nunca deixar de sonhar
Pois nossa alma é alimentada pela fé
E a vida nos ensina que só caímos
Para aprendermos a ficar de pé

É difícil entender tudo o que nos acontece
Mas é fácil julgarmos a nós mesmos
E raramente questionamos os bons momentos
Nos preocupamos mais com o que não temos

Nem sempre os raios de sol são visíveis
Às vezes as nuvens demoram a passar
Mas na vida de cada um, com ou sem sol
Sempre haverá uma manhã para recomeçar

O destino de todos pode ser alterado
São as escolhas na vida que dão a direção
Mas só quem acredita e insiste
É que descobre e vai em busca de completar sua missão

E a caminhada não pode parar não!
Ainda tem muita coisa por vir
E o que há dentro desta caixa chamada Futuro
É o que juntos vamos descobrir


Daniel de Araujo Dutra
02/08/2012

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Ao léu


















Ah, não sei o que há
Aliás, nem ao menos sei se há
E se há, por favor, me explique
Pois não entendo

Onde estou?
Piso sempre em novos territórios
Coloco-me à disposição
Mas não enxergo sentido

O tempo vai passando
E as memórias se vão
Que caminho estou seguindo?
É tudo tão automático

Não tenho mais razão
Concordo com tudo e com todos
A maré me leva
A maré sempre me levou

Não sinto mais o gosto da comida
Não percebo as palavras
Não dou valor a mim
Não me reconheci ontem ao espelho

Me perdi nas mudanças
São muitos cacos espalhados
E desde sempre uma dúvida:
Quem sou eu?


Daniel de Araujo Dutra
20/07/2012


Foto de Alan Morici
Jornalista e Fotógrafo profissional sob o registro no MTB 57.719/SP
Portfólio Fotográfico: http://alanmorici.multiply.com/ e http://alanmorici.com/
Blog: http://jornalismodigital.spaceblog.com.br/
Facebook: http://pt-br.facebook.com/people/Alan-Morici/100000408140903
Twitter: @AlanMorici

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O AUTOR
















Não há como resistir
É só vê-la parada perto de um papel
Que a mão logo coça
E milhões de ideias começam a surgir
É quando o papel vira confidente
E a tinta torna-se palavras

Inicia-se então uma conversa em silêncio
Um desabafo sobre linhas
O momento a sós entre o autor e o papel

E por meio da caneta
Surgem as mais improváveis palavras
Aquelas que a boca não diz
Ou não tem coragem de dizer

Assim, o texto vai ganhando corpo
E o corpo vai ganhando alívio
O derramamento de tinta é sangue...
...é suor, é lágrima

Cada frase é um grito de redenção
Os detalhes são coisas que só o autor viu
E cada drama exposto, é só o que ele sentiu

Não há crítica cabível à obra
Nem mesmo julgamento de conduta do autor
Não é pra amar ou detestar
É para apenas ler

O texto tem vida!
E reflete os mais profundos sentimentos de um ser
Um ser que concentra em seu texto toda magia, loucura e criatividade de sua mente
Que revela ao leitor todas as suas fraquezas, ideias e superações

O texto é o refúgio do autor
É aonde ele encontra espaço e liberdade para descrever seus sonhos
É o lugar onde compartilha e toca o coração das pessoas
É onde se esconde, se perde e se reencontra

O autor pensa e escreve
Seu texto nasce e amadurece
O autor acha que se conhece
Mas na verdade...
...é o texto que o descreve

Daniel de Araujo Dutra
12/04/2012