quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Ao infinito e além



















O destino é singular
Mas nossas escolhas não
Nossa sina talvez possa ser eterna
Porém, todo buraco tem um chão

É preciso sempre olhar pra frente
Mesmo quando não há horizonte
E quando o coração mandar correr o risco
Não hesite em cruzar a ponte

Não podemos nunca deixar de sonhar
Pois nossa alma é alimentada pela fé
E a vida nos ensina que só caímos
Para aprendermos a ficar de pé

É difícil entender tudo o que nos acontece
Mas é fácil julgarmos a nós mesmos
E raramente questionamos os bons momentos
Nos preocupamos mais com o que não temos

Nem sempre os raios de sol são visíveis
Às vezes as nuvens demoram a passar
Mas na vida de cada um, com ou sem sol
Sempre haverá uma manhã para recomeçar

O destino de todos pode ser alterado
São as escolhas na vida que dão a direção
Mas só quem acredita e insiste
É que descobre e vai em busca de completar sua missão

E a caminhada não pode parar não!
Ainda tem muita coisa por vir
E o que há dentro desta caixa chamada Futuro
É o que juntos vamos descobrir


Daniel de Araujo Dutra
02/08/2012

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Ao léu


















Ah, não sei o que há
Aliás, nem ao menos sei se há
E se há, por favor, me explique
Pois não entendo

Onde estou?
Piso sempre em novos territórios
Coloco-me à disposição
Mas não enxergo sentido

O tempo vai passando
E as memórias se vão
Que caminho estou seguindo?
É tudo tão automático

Não tenho mais razão
Concordo com tudo e com todos
A maré me leva
A maré sempre me levou

Não sinto mais o gosto da comida
Não percebo as palavras
Não dou valor a mim
Não me reconheci ontem ao espelho

Me perdi nas mudanças
São muitos cacos espalhados
E desde sempre uma dúvida:
Quem sou eu?


Daniel de Araujo Dutra
20/07/2012


Foto de Alan Morici
Jornalista e Fotógrafo profissional sob o registro no MTB 57.719/SP
Portfólio Fotográfico: http://alanmorici.multiply.com/ e http://alanmorici.com/
Blog: http://jornalismodigital.spaceblog.com.br/
Facebook: http://pt-br.facebook.com/people/Alan-Morici/100000408140903
Twitter: @AlanMorici

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O AUTOR
















Não há como resistir
É só vê-la parada perto de um papel
Que a mão logo coça
E milhões de ideias começam a surgir
É quando o papel vira confidente
E a tinta torna-se palavras

Inicia-se então uma conversa em silêncio
Um desabafo sobre linhas
O momento a sós entre o autor e o papel

E por meio da caneta
Surgem as mais improváveis palavras
Aquelas que a boca não diz
Ou não tem coragem de dizer

Assim, o texto vai ganhando corpo
E o corpo vai ganhando alívio
O derramamento de tinta é sangue...
...é suor, é lágrima

Cada frase é um grito de redenção
Os detalhes são coisas que só o autor viu
E cada drama exposto, é só o que ele sentiu

Não há crítica cabível à obra
Nem mesmo julgamento de conduta do autor
Não é pra amar ou detestar
É para apenas ler

O texto tem vida!
E reflete os mais profundos sentimentos de um ser
Um ser que concentra em seu texto toda magia, loucura e criatividade de sua mente
Que revela ao leitor todas as suas fraquezas, ideias e superações

O texto é o refúgio do autor
É aonde ele encontra espaço e liberdade para descrever seus sonhos
É o lugar onde compartilha e toca o coração das pessoas
É onde se esconde, se perde e se reencontra

O autor pensa e escreve
Seu texto nasce e amadurece
O autor acha que se conhece
Mas na verdade...
...é o texto que o descreve

Daniel de Araujo Dutra
12/04/2012

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Seguindo em frente, olhando pra trás

















E no fim das contas
A certeza de que é preciso olhar pra trás
Porque o amanhã é incerto
E só se comprova o amanhã vivendo o hoje

Tá certo que o que passou, passou
Mas somos feitos das nossas experiências
Nossa constituição é feita de erros e acertos
Somos fruto de enganos e premeditações

Esquecer o ontem é se esquecer
O hoje é conseqüência do dia anterior
É a chance de fazer de novo
De fazer de outra maneira

Nada como acordar pra um novo Sol
Nada como também passar a noite o esperando
É linda e divina a redenção de um ser
E louvável a reflexão sobre os atos cometidos

A vida é muito curta para esquecê-la
Uma dor nunca é pra sempre
O ódio se cura concedendo o perdão
E o rancor, falando tudo o que está sentindo

Viver um dia de cada vez é uma arte
Pois não significa esquecer o passado
E muito menos não pensar no futuro
Significa ter equilíbrio sobre si mesmo

O aprendizado é constante e infinito
A verdade é o que nós sabemos de nós
E se a consciência pede mudanças nas atitudes
As coisas vão se acertar

Não há nada absoluto nessa vida
Não existe certo nem errado
Há apenas conseqüências dos nossos atos
E que muitas vezes podem ter o efeito contrário
Então, o respeito deve ser o ponto de medida
Pra não ferir quem está sempre ao nosso lado

Olhar pra trás faz parte
Nos mostra o que já passamos
E nos faz perceber que sempre temos escolha
E que também podemos optar pelo amor

Vida longa às pessoas de bem

Daniel de Araujo Dutra
30/06/2011

Foto de Alan Morici (Londres - Inglaterra)
Twitter: @AlanMorici

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Momentos
















Um momento...
Às vezes um momento pode ser decisivo
Há diversas interpretações para isso
Cada um vive o seu momento
E o conduz de acordo com seu momento
Parece confuso
O momento dentro do momento!
Mas há explicação
Só não há milagre

O primeiro momento é o que nos acontece
Sim, agora, outrora ou daqui a pouco...
De repente, esperado ou inesperado...
De surpresa ou assustador...
É o que devemos estar ou não preparados
Eu chamo de “as coisas da vida”

O segundo momento é como estamos
Sim, agora, neste instante, como estamos nos sentindo...
Alegres, tristes ou indiferentes...
Magoados, feridos ou inflamados...
Felizes, fortes ou fracos
Eu chamo de “o momento atual”

Agora, o que acontece quando esses dois momentos se juntam?
O que acontece quando “as coisas da vida” entram no “momento atual”?

“As coisas da vida” têm diversas formas, diversas faces
São situações que não prevemos
A forma como vamos lidar com essas “coisas” vai depender de como está o nosso “momento”
Essa é a explicação do momento dentro momento

O milagre que não existe, é sempre saber lidar da melhor forma
Isso ninguém sabe, porque não tem como prever o que vai acontecer
As “coisas” se aprendem vivendo, caindo e levantando...
Comemorando e celebrando a vida
Vivendo cada momento!

Daniel de Araujo Dutra
25/02/2011



Foto de Alan Morici
Portfólio Fotográfico: http://alanmorici.multiply.com/
Blog: http://jornalismodigital.spaceblog.com.br/

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A goteira





















E é a partir de uma simples goteira
Que o silêncio se vai
E os olhos despertam mais confusos que a hora
A língua molha os lábios
Uma leve olhada para o relógio
E a constatação
É... ainda é madrugada!
Sem surpresas
Havia mesmo previsão de chuva
A saída da cama é sem espreguiço
O local é sabido
Um balde por cima da poça
E o som muda de tom
Antes de voltar
Uma água gelada
Já não há estrelas
A noite é fria
É meio de semana
A chuva está parando
De repente...
Uma vontade de sonhar
De sonhar acordado
De sentar em frente à janela
E sonhar diante da chuva
De sentir cada gota sem tocá-las
De lavar a alma a esfregadas
De me sentir limpo e mais leve
Sem o peso do limbo dessa vida
Sem a dor das palavras
Sem o medo da verdade e das escolhas
Sonhar acordado é sonhar lúcido
É sonhar uma vida inteira
E não é preciso que uma chuva venha nos dizer isso
Basta uma simples goteira

Daniel de Araujo Dutra
04/01/2011

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Entre um Hum... e um Tsã...





















De um ano pra cá
Muita coisa mudou
E o que era tão morno
Num instante esquentou

Pois é, cá estamos
Amarrados pelo amor
Juntos lado a lado
Na alegria e na dor

Vivendo cada capítulo
Conferindo cada página
Relendo se necessário
E secando cada lágrima

Conviver é uma arte
Que se aprende a dois
Assumindo as diferenças
Que se assemelham depois

O jeito, é um charme
A mania, uma marca
O olhar, um respeito
E o sarcasmo, a charada

E em meio ao que eu falo
A atenção é pra cada sílaba
E quando se priva de um comentário
Seu olhar me fulmina

Quando para de me olhar
Demonstra-se pensativa
E após alguns instantes
Ouço sua reação ativa:

Hum...

Vai entender...
Sua expressão muda
Seu olhar desvia
E sua boca fica muda

Mas nada se compara
Ao sentimento dessa mulher
Que mexe com minha cabeça
Até eu cair aos seus pés

Adoro mesmo
Até quando não suporta o que digo
E se mostra indignada
Sem deixar sair um suspiro

Seu corpo se agita todo
Seus pés não param no chão
E sem aguentar seu próprio silêncio
Difere outro jargão:

Tsã...

Ah, mas eu adoro
Adoro provocar essa reação
E mesmo ela não querendo falar mais comigo
Sei que chamei sua atenção

Não sei mais viver sem ela
Me apaixonei pelo seu jeito
E entre um Hum... e um Tsã...
Essa mulher consquista cada vez mais espaço...
...dentro do meu peito

Daniel de Araujo Dutra
24/12/2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Em meio à correria

























A chuva refresca esse dia quente
Onde folhas caem e vagam com o vento
E nesse céu limpo e sem estrelas
Até a hora se esquece do tempo

Nesse instante, sonhos vêm à tona
Os pensamentos voam mais longe que o normal
Imaginamos que no céu há estrelas
E que a chuva é um temporal

É quase véspera de feriado
É quase dia lá fora
É quase sol na janela
E a lua já quase foi embora

E surgiu uma grande ideia
Planos invadem a mente
Vontades pairam no ar
E o dia está mais quente

É...

Os dias são inquietos e calmos
A cada dia um leão, uma luta
Mas é honrosa cada entrega
E a rotina dessa labuta

Daniel de Araujo Dutra
07/10/2010

Foto de Alan Morici (Centro de São Paulo)
Portfólio Fotográfico: http://alanmorici.multiply.com/
Blog: http://jornalismodigital.spaceblog.com.br/

Aproximador


















O despertador acorda
Acorda-me o despertador
Meu sonho se vai sem corda
E me desperta uma dor

É mais um dia nascendo
De sol tímido e encantador
Que ilumina minha vida
E encanta a minha dor

A manhã é clara e silenciosa
Com um olhar desafiador
E a premonição do dia
Desafia a minha dor

Daniel de Araujo Dutra
17/09/2010

Foto de Alan Morici (Mendoza - Argentina)
Portfólio Fotográfico: http://alanmorici.multiply.com/

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Dias alados de cavalos calados

















Porque os dias nascem e morrem todos os dias
Porque vivemos um dia de cada vez
Porque tudo acontece muito depressa
E demora a chegar nossa vez

Porque o tempo não espera
E não podemos perder tempo
E nem o tempo da perda
E o poder da espera

Porque os dias voam
E o filme da vida passa
E diante à realidade
A nossa imaginação cria asas

A selva de concreto nos cobra
Evoluímos por meios próprios
O trajeto é um teste de sobrevivência
E tudo só está começando...

A casa pede atenção
A boca pede comida
O corpo pede descanso
E a mente, calmaria

E a noite é curta
Despercebida
Um fardo
Que antecede todos os dias

A vida de cada dia está nos dias
A noite é lamento
E a rotina consome a alma
De um Pegasus que já perdeu suas asas

Daniel de Araujo Dutra
24/08/2010